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05.02.2018
postado por milene e categorizado como Artigos, Entrevistas, Waco

Waco é mais do que apenas uma cidade no centro do Texas. É a palavra, o lugar e tudo aquilo que Waco representa e também um marco de um fervor religioso e erro governamental no lado sórdido da imaginação americana e muitas vezes ignorado. É sinônimo de David Koresh, o profeta autoproclamado que viveu nas margens da cidade, o culto religioso que ele liderou e o cerco militar que deixou mais de 75 de seus seguidores mortos.

Waco também é o nome de uma nova minissérie de TV da Paramount Network. O série tem Taylor Kitsch como David Koresh, que tem uma luta com o agente do FBI, Gary Noesner, interpretado por Michael Shannon. Em apenas seis episódios, a série tenta contar as histórias daqueles que estão do lado de dentro e de fora do complexo, muitas vezes buscando humanizar os intérpretes de que ambos os lados do conflito não há, obviamente, pessoas “boas” e “más”.

O papel de Koresh como Kitsch é desempenhado com um notável carisma e às vezes retratado com uma simpatia transparente que negligencia ou minimiza o abuso causado em seus seguidores, o que, de acordo com testemunhos dos sobreviventes, variou de espancamentos a crimes de estupros. Cabe então, as mulheres de Waco, Melissa Benoist e Andrea Riseborough, como as duas de suas “esposas”, para mostrar as exigências diárias da vida em um culto.

Seus personagens muitas vezes se encontram presas entre a devoção fugaz e as emoções que são simultaneamente provocadas e procuram suprimi-las. Rachel Koresh, de Benoist, por exemplo, é uma forte devota de seu marido e seus ensinamentos, mas, no entanto, deixa transparecer o ciúmes ao confiar em outras mulheres. Judy Schneider, de Riseborough, é mais relutante em suas crenças, mas ainda está, em algum ponto, disposta a desistir de seu casamento pré-existente e a ter um filho com seu profeta.

É uma grande sequência para seis episódios, não apenas para reviver a humanidade dessas mulheres fora de seus equivocados status como “membros do cultos”, mas também incorporar suas psicologias, contradições e sonhos. Quando pergunto se elas gostariam de mais tempo na série para explorar suas personagens, Riseborough respondeu rapidamente: “Sim, quer dizer, bem-vindo em ser uma mulher!”

Houve algo, em particular, que vocês queriam trazer para a versão televisiva de Waco?

Benoist: Pelas mulheres serem a maioria (entre as pessoas do complexo) e por causa das circunstâncias em que viviam – no meio do nada nas planícies do Texas, sem água potável e condições de vida muito escassas – essas mulheres eram extremamente fortes. Em termos sobre Rachel, em especial, ela nunca tinha vivido no “mundo externo”. Ela foi uma Davidiana a vida toda. Então, esse foi um ponto de partida para eu racionalizar sua perspectiva das coisas.

Riseborough: O que incrível foi ter acesso às filmagens das pessoas que estávamos tentando não só refletir, mas honrar, porque eram pessoas reais – elas tinham famílias e vidas. Tivemos que ver exatamente como elas gesticulavam e falavam. Mesmo que as últimas gravações originais das fitas possam ser acessadas por qualquer pessoa no YouTube (elas são de domínio público), elas são onde eles realmente estão lutando por suas vidas. Todos os Davidianos estão dando testemunhos sobre o quanto eles acreditam em sua comunidade e o que de estranho estava circulando na mídia sobre o que está acontecia dentro do complexo, eles queriam expor a verdade. E mesmo que estivessem em uma situação muito tensa nesse ponto, você entende realmente o que eles são como uma comunidade. Todos tinham vidas tão diferentes, não é?

Uma das coisas realmente decepcionantes sobre ter aberto essa conversa sobre as mulheres de Waco – as mulheres que estavam no complexo do Ramo Davidiano – e que me perguntaram mais de uma vez no tapete vermelho da estréia foi: “Então você interpreta uma das esposas?” O que é tão insultante! Para eles! Quero dizer, Judy Schneider Koresh foi a matriarca da comunidade – essa é a minha personagem – e com Rachel, personagem da Melissa, seguraram as pontas juntas até o fim. Sem essas duas mulheres eu não tenho certeza de que, mesmo se as pessoas que sobreviveram teriam sobrevivido. É trágico quantas pessoas morreram. É incrível que alguém tenha sobrevivido, de verdade, dado o que o FBI fez com eles.

Eu li coisas sobre David Koresh bater em muitos membros da comunidade e os tratando muito mal, algo que, obviamente, se difere do David na série.

Riseborough: Trabalhamos com David Thibodeau, que escreveu um livro sobre Waco, no qual a série se baseia. Ele é um dos nove sobreviventes. Ele estava conosco no set todos os dias, o que era um luxo, como foi com Gary Noesner (o ex-negociador do FBI), então Michael estava em contato com ele o tempo todo. Nós realmente tivemos a mesma perspectiva de Thibodeau e ele estava muito encantado com David.

Objetivamente, a situação havia relações horrivelmente disfuncionais, principalmente na questão sexual – relacionamentos profundamente disfuncionais, que eram inadequadas e abusivas. Pelo lado de dentro, essa é uma reação muito humana para se referir a uma personalidade tão forte e dominante, não é? É essa reação de admirá-los ao invés de colocar (as pessoas) contra eles, entende o que estou tentando dizer?

Benoist: Sei exatamente o que está dizendo e eu acho que você está certa.

Você acha que as mulheres na série têm espaço suficiente para contar suas próprias histórias ou afirmar suas próprias individualidades fora do que David estava forçando nelas?

Riseborough: Eu não me senti assim. Falo por mim.

Benoist: Não.

Riseborough: Eu entrei muito nela com esperança de dar, mais do que poderia dar de mim, sobre uma melhor condição feminina do Ramo Davidiano. Mas acho que as mulheres envolvidas, fizeram tudo o que puderam. Haviam tantos elementos para a história que estávamos contando, porque eram de muitos ângulos diferentes também. Não se tratava apenas da situação davidiana, nem da “bagunça” de David. Foi um monte de outros desastres acontecendo ao mesmo tempo. Havia pouco tempo para entrar em conversas realmente fartas sobre o que era ser uma mulher Davidiana. Tal como ambas dormimos com o mesmo homem… Alguma vez houve esse tipo de conversa? Eu sinto que nos dirigimos a ele, mas porque é uma conversa longa e há tanto para se contar que não entramos a fundo nisso, o que teria sido interessante.

Benoist: Eu senti o mesmo. Mesmo no sentido de que as mulheres estavam muito mais envolvidas no cerco e uma parte do propósito do que Andrea está falando, sobre como tínhamos tanto material para mostrar. Kathy Schroeder registrou muito minutos a mais do que o que conseguimos retratar no telefone com o FBI. Eu acho que eles estavam mais envolvidos e tinham mais poder do que podíamos aprofundar.

Riseborough: Como uma mulher também, quando girando ou não em direção a um projeto, você fica em cima do muro, você precisa tomar a decisão se você quer realmente fazer o melhor trabalho de representar essas pessoas que realmente sofreram, fazer parte de isso e se mostrar o lado feminino, mesmo que talvez não seja uma mensagem tão forte como você gostaria que fosse da perspectiva feminina ou se você simplesmente se exclui inteiramente. No set com as mulheres, estávamos muito envolvidas. Mesmo que você não nos veja muito (risos).

Annika Marks é um exemplo perfeito disso, que interpretou Kathy. Sua personagem foi extremamente influente com as negociações com o FBI e os Davidianos, mas não é trazida para o roteiro. Estávamos no set, dia após dia, experimentando a sensação do que é interpretar um estepe para um egomaníaco. Nós realmente vivemos isso – Taylor fez um bom trabalho ao desempenhar um egomaníaco. [risos]

De acordo. Eu reconheço que minha pergunta foi um pouco difícil de responder, porque, especialmente devido às conversas que estamos tendo sobre a indústria do entretenimento no momento, você está quase que presa a representar “mulheres” nesta situação ferrada. Há muita política dentro disso. Dito isso, eu estava pensando, o que você sente sobre o personagem de Koresh sendo retratado com tanta simpatia? Nós já abordamos um pouco sobre isso mas eu queria perguntar mais diretamente.

Benoist: O que é difícil é que, ao finalizar a filmagem, todos tivemos muita simpatia pelos Davidianos como um todo. Fiquei dilacerada me colocando no lugar deles e pelo o que passaram. Isso é difícil mas sempre houve, em todas as conversas que tivemos, “Bom, sim, mas ele estava fazendo isso e aquilo.” E ele estava dormindo com todas as mulheres e ele tinha quantos filhos.

Riseborough: Você coloca alguém como Taylor Kitsch, que tem grandes trabalhos que muitas pessoas têm acesso e ele tem grande apoio de fãs, imediatamente as pessoas vão adorar alguém como ele desempenhando esse papel. Pessoalmente, penso que se você assistir a alguém assim e vê suas ações, independentemente de como ele está interpretando isso simpaticamente, você ficaria um pouco desprovido moralmente e pensaria: “Céus, ele está fazendo um excelente trabalho aqui”. (Risos)

Benoist: Eu acho que isso está enraizado. As partes estranhas estão lá, independente de como ele interpreta elas.

Riseborough: Foi uma situação loucamente disfuncional, que houve abusos. Está tudo dentro do contexto, e essa é a minha opinião. É realmente importante tentar vê-lo de todas perspectivas para compreendê-lo e se unir, ao invés de julgas à distância. Taylor fez um bom trabalho para tornar o papel empático. Ele realmente tentou olhar para a perspectiva de David e tenho certeza de que não era um excelente lugar para estar durante três meses. Não era um ótimo espaço para nenhum de nós estar.

Como mulher, em qualquer filme ou qualquer série, fazemos a maioria das partes emotivas. Quando as mulheres estão queimando e sufocadas até a morte, tentando acalmar as crianças inquietas, esse é um trabalho realmente difícil. Eu dei tudo de mim para apelar para estes recursos, a cada dia pensando: “Eu estou contando esta história para um propósito maior.” Relembramos as mortes de todas as mulheres e crianças sufocadas no subsolo e depois queimando até a morte. Foi horrível. Nós tínhamos filhos no set e foi difícil para todos: é apenas a realidade do que eles passaram e quão mal o FBI também se comportou. Foi chocante. Se você realmente olhar para isso, tenha um pouco de conhecimento – leia por cinco minutos e perceba: certo, isso se tornou um grande bastão político sendo passado de um lado para o outro. A situação de David Koresh se tornou uma ferramenta de negociação e, infelizmente, um homem foi o vilão que se comportava de forma terrível. Mas não só ele foi detido, dezenas de pessoas morreram por causa de como o FBI o tratou e por causa de como o Clintons o tratou.

Benoist: Dito isto, você tem que ser empático com todos eles. A história que estamos tentando dizer é que, humanizando e mostrando ele justificando todas as suas ações, quaisquer que fossem os motivos por mais egocêntrico que fosse, ele era um humano e nenhum deles mereciam morrer no incêndio.

Fonte: Interview Magazine

31.01.2018
postado por milene e categorizado como Artigos, Entrevistas, Waco

A história do cerco de 51 dias no Monte Carmelo entre o ATF, o FBI e a seita religiosa de David Koresh, continua na noite de quarta-feira (31/01) com o segundo episódio da mini-série de apenas seis episódios.

Waco conta o conto da batalha de armas mais longa na história da aplicação da lei dos EUA, na qual 76 homens, mulheres e crianças no complexo Davidian foram mortos. A série estrela Taylor Kitsch como Koresh, Michael Shannon como o negociador do FBI Gary Noesner e Melissa Benoist como a esposa de Koresh, Rachel.

“É um conto preventivo (‘cautionary tale’). Foi algo que não precisava ter acontecido. Isso mostra as circunstâncias que criaram essa tempestade com a ATF e o quanto eles precisavam provar de si mesmos, então eles apareceram com tanques por causa de um mandato de $50 e houve um tiroteio por cerca de uma hora e as pessoas morreram no primeiro dia. Isso se intensificou de forma tão rápida que não havia mais retorno. Tudo o que deveria ter sido feito era que as pessoas olhassem além da superfície para manter as mulheres, as crianças e as pessoas inocentes fora disso”, disse Benoist à Parade.com em entrevista exclusiva no 25º aniversário da tragédia.

O quanto você conhecia sobre a história de Waco antes de entrar nesse projeto?

Eu sabia o quanto a maioria de nós sabia. Eu vi a cobertura de notícias. Eu era muito jovem, então eu não acho que a gravidade ficou registrada em mim, mas eu tinha família no Texas. Eu acho que senti necessidade de saber exatamente o que estava acontecendo. Obviamente foi um acontecimento memorável, mas eu só sabia o que a mídia mostrava, o que não foi nem a metade do que realmente aconteceu.

Você acha que existe um ponderamento ao contar sobre este acontecimento, que mostra o ponto de vista de ambos os lados?

Eu acho que é um testemunho da narrativa dos Dowdles (John Erick e Drew) contar histórias em que há uma área pouco nítida. Eu acho que eles queriam mostrar a humanidade de todos os envolvidos. Haviam pessoas boas nos Davidianos e também haviam pessoas boas no ATF e no FBI. Foi uma situação impossível que saiu do controle desde o início. Terríveis erros de comunicação. Foi uma tragédia que poderia ter sido evitada e não deveria ter acontecido.

Qual é a sua opinião sobre David Koresh? Você acha que ele era um megalomaníaco? Você acha que ele estava crente do que ele estava fazendo?

Eu acho que ele era um pouco das duas coisas. Vale a pena notar o que ele criou de si mesmo, o que ele fez de si mesmo, considerando de onde ele veio. Ele teve uma educação terrível e fugiu de casa quando tinha 14 anos. Ele mudou seu nome e tornou-se o líder desta igreja através de outra história louca que envolveu um tiroteio.

A maneira como ele realmente ganhou o controle do Monte Carmelo foi bastante agressivo e quase como o Oeste Selvagem, mas ele tinha traços que não eram tão bons. Eu acho que ele tinha essa energia magnética sobre ele. Ele era literalmente o sol, em que tudo no Monte Carmelo girava em torno de todos os Davidianos.

Havia um grande material de pesquisa sobre Rachel para você investigar?

Não havia muito material para eu ler sobre ela, nem tanto quanto David Koresh para Taylor, mas havia muitas fotos de Rachel com David e seus filhos. Há alguns relatos de pessoas que os conheceram. Os dois advogados que entraram no Monte Carmelo durante o cerco, que ela serve um ‘Frango à la King’ no escritório, aparentemente achavam que ela estava muito quieta. O que eu sei é que ela tinha 14 anos quando David decidiu que queria se casar com ela. Ela era sua primeira esposa. Ele a pegou e partiram para fazer suas missões juntos. É inimaginável e difícil de compreender.

Você acha que ele a deixou fazer parte do processo das decisões? Você acha que ele respeitou sua inteligência?

Absolutamente. Eu penso que por causa de seu ego, talvez não na frente das pessoas, mas acho que ela era uma das únicas mulheres que ele ouvia e provavelmente atrás das portas fechadas. Ela era a principal pessoa que dormia na cama com ele mesmo que ele tivesse outras esposas. Ela era os olhos e os ouvidos das mulheres e crianças no complexo. Então, eu acho que ela provavelmente teve muito a dizer sobre como executar as decisões, a estrutura da maneira como eles viveram e trabalharam.

Você acha que ela estava confortável que ele tivesse outras esposas?

Essa era uma parte de suas Novas Revelações. Eu acho que ciúmes e inveja são emoções humanas que você não pode controlar e não consigo imaginar como ela pôde não sentir isso de vez em quando. Não sei como isso seria possível, mas essa era a realidade dela. Ele tinha 12 outras esposas, ou ela era uma das 12, incluindo sua irmã. Mas um fato interessante sobre ela é que ela era a única que teve o sonho de que Deus falou com ela e disse que David precisava se casar com sua irmã mais nova, Michelle. Então, essa foi quase que uma decisão dela. Descobrir isso fascinante e algo difícil de reconciliar.

Você sentiu que as coisas iriam tão longe assim quando começaram o conflito?

Eu não sei se algum deles sentiram, mas acho que foi uma situação impossível desde o começo e acho que Rachel provavelmente, pelo que eu suponho, tratou mais sobre cuidar e proteger as crianças, mas eu não acredito que ela nunca teria seguido David.

Sente compaixão por essas pessoas?

Claro que sinto. Eu sentia muita empatia por eles e senti de uma perspectiva que não esperava sentir. Aprendi muito e espero que todos possam aprender.

Waco é uma diferença de 180 graus de Supergirl. Esta mulher não é totalmente emponderada. Foi isso que fez você querer interpretar ela? por ela ser tão diferente?

Não é apenas o fato de que ela é diferente, é a história ser tão atraente para mim. Eu acho que Rachel está emponderada em seu mundo. Ela estava obviamente em circunstâncias muito diferentes do que a Supergirl, e Supergirl obviamente tem muito empoderamento. A força de Rachel é interna e muito mais silenciosa, mas essa história foi uma que eu realmente me senti atraída para ser parte de contá-la.

São histórias como essa pela qual você ama ser atriz?

Bem, sim, claro. Este papel, especificamente, é muito especial porque parte do que conseguimos fazer é esclarecer coisas que as pessoas não necessariamente conhecem, especialmente quando se trata de um acontecimento histórico ou algo que realmente aconteceu. Nós olhamos profundamente para um acontecimento que foi enigmático, confuso e que as pessoas só viram um lado dele.

Tradução e adaptação por Melissa Benoist Brasil

27.01.2018
postado por milene e categorizado como Waco

Como não há legenda para o primeiro episódio de WACO, o Melissa Benoist Brasil legendou. (Próximos episódios não vamos mais esperar tanto não é?)

Abaixo os links para Download:

– Para baixar somente a LEGENDA: clique aqui 

– Para baixar TORRENT + LEGENDA: clique aqui 

 

A sincronização da legenda foi feita para os arquivos:

waco.s01e01.web.x264-tbs

waco.s01e01.720p.web.x264-tbs

waco.s01e01.1080p.web.x264-tbs

 

Qualquer dúvida, problema, erro no download e etc, entre em contato conosco pelo twitter ou por comentário abaixo deste post.

Lembramos que não é a legenda oficial.

25.01.2018
postado por milene e categorizado como Artigos, Supergirl, Waco

Em março, fará exatamente três anos desde que Glee, o inesperado, mas completamente dominador do mundo, exibiu seu último episódio. Mas para Melissa Benoist parece que foi a uma eternidade.

“Eu era um bebê. Foi a minha primeira tentativa em qualquer trabalho na frente das câmeras e eu não sabia nada. Eu era tão ingênua. Parecia como se eu estivesse presa em um engavetamento de dez carros”, disse a atriz, que apareceu na série em suas duas últimas temporadas.

Benoist disse isso enquanto estava sentada em um estúdio fotográfico de Nova York – um local que pode ser um tanto gerador de flashbacks musicais.

“Às vezes, ouço as canções que nós cantamos nos supermercados, tipo ‘New York State of Mind’ e fico meio: Uau, isso é tão estranho.”, ela observou.

Agora, o recente trabalho de Benoist é uma longa série amigável para a família que alavancou sua carreira. Ponto em questão: seu último projeto, a nova mini-série Waco, que estreou na rede Paramount ontem à noite (24/01).

Na série, Benoist interpreta Rachel Koresh, esposa de David Koresh, líder do culto religioso Branch Davidians, que foi o centro de um impasse de 51 dias com o FBI e ATF (Agência Federal de controle de álcool, tabaco e armas de fogo no Texas), que resultou em um incêndio mortal – tão longe quanto da ‘William McKinley High School’.

“Quando meus gerentes disseram a palavra Waco, imediatamente me lembrei. Houveram alguns acontecimentos sensacionalistas no início dos anos 90 que eu lembrei vividamente de que todos ficavam colados na TV e Waco era um deles, de modo que alcançou meu interesse. Então, quando falei com os diretores, os irmãos Dowdle, que são pessoas fantásticas e compassivas, me disseram qual era a visão deles e como eles queriam que fosse essa área obscura para que as pessoas pudessem ter conhecimento do realmente aconteceu e como elas se sentiram sobre isso. Isso foi muito muito atrativo para mim. Depois disso, lutei muito para interpretar Rachel”, disse a atriz de 29 anos, que tinha apenas quatro anos quando ocorreram esses acontecimentos em 1993.

Benoist co-estrela ao lado de um elenco impressionante que inclui atores como Michael Shannon, Andrea Riseborough, John Leguizamo, Julia Garner e Rory Culkin. Seu marido, na tela e a papel principal na série, é interpretado por outro ator que teve sua própria experiência protagonizada em um programa favorito dos fãs de TV: Taylor Kitsch, também conhecido como Tim Riggins, de ‘Friday Night Lights’.

“Ele estava tão dedicado e se importou tanto, eu não acho que as pessoas já o tenham visto assim. Ele foi maravilhoso. No set, ele era Koresh… Você têm de justificar quando você está tentando entrar na pele de alguém assim e tentar retratá-las com integridade, honestidade e respeito, e foi o que realmente Taylor fez muito bem e definitivamente passou isso para o elenco.”

Para seu próprio retrato como Rachel, Benoist olhou para as poucas fotos e registro dela na vida real, preenchendo todas as lacunas que pôde.

“Ela nasceu como umas Dividian e morreu como uma Dividian e ela nunca tinha sido outra coisa além da esposa de David, que ela foi escolhida quando tinha 14 anos. Ela saiu com ele no meio da noite e viajou pelo mundo com ele. A existência dessa menina me deixa perplexa. Fiquei muito fascinada por ela.”

As mini-séries de seis episódios filmados em Santa Fe, Novo México, na primavera passada ao longo de três meses, um período de tempo durante o qual Benoist também estava consecutivamente filmando outro projeto – uma pequena série de tv que você já ouviu falar, chamado ‘Supergirl’.

“Foi um milagre que funcionou. Por sorte, eu tenho essa incrível equipe que trabalhou a agenda para fazer isso acontecer, mas ela se coincidiram e por um momento quase pensei que não iria funcionar”.

Além dos pequenos desafios logísticos de tempo e espaço, Benoist também foi confrontada com a tarefa de alternar entre uma super-herói alienígena emblemático e uma figura misteriosa da vida real. Mas, em algum lugar intermediário, emergiram algumas semelhanças.

“Elas são muito diferentes e, obviamente, elas têm circunstâncias extremamente diferentes. Estão em mundos extremamente diferentes. Mas Rachel talvez seja ainda mais forte que a própria Supergirl. A Supergirl é esta otimista, inalcançável e idealista de uma alienígena e todos nós podemos fugir para o mundo dela. Ela sempre salva o dia. Rachel é mais forte porque ela está lidando com todas essas circunstâncias que não são normais, e pela ausência de experiência, às vezes, não são aceitáveis ​​ao que você chamaria de uma citação não estimada. Não é uma vida normal. O que ela atravessou no cerco do FBI é inimaginável. Essencialmente, o que eu faço em Supergirl é que estou agindo com referências dos quadrinhos. Esse é sua própria flexibilidade e própria habilidade. Interpretar Rachel foi difícil, mas eu amei. Você consegue viver nesses momentos tranquilos. Embora os homens desta série falam mais alto, as mulheres não são invisíveis, apesar de serem silenciosas”.

Ao contrário de sua personagem, Benoist está longe de ficar em silêncio. Na semana passada, ela escreveu um artigo comovente para o ‘Time’s Motto’ sobre o aniversário de um ano do ‘Women’s March’, onde seu cartaz, com as palavras “Hey Donald, não tente dominar minha vagina – ela é feito de aço” em letras maiúsculas e tornou-se viral.

“Eu realmente sempre me considerei uma pessoa que não entra em conflitos, tímido e introvertida. Mas agora não posso deixar de ser ativista e participar. Eu sempre tento ter a voz da minha mãe na minha cabeça, porque estou muito orgulhosa das lições de moral que ela tentava estimular em nós. Ela sempre foi minha bússola moral, então falei com ela sobre isso e então eu tento imaginar o que ela pensaria sobre o que eu estava dizendo. E eu também imagino minha filha, se eu tiver uma, sobre o que eu gostaria que ela sentisse e visse. Se é uma palavra inapropriada como “bu****”, como o nosso presidente usou, talvez elas precisem ver isso para saber que não está certo e a realidade de ‘Isso é alguém que não está sendo respeitoso e esta é a palavra errada para se usa, isso é algo que você não deve aceitar porque você é melhor e vale mais do que isso, você é capaz e forte “.

Em um ano desde o Women’s March, Hollywood sofreu uma grande mudança decorrente da exposição de Harvey Weinstein; posteriormente, Andrew Kreisberg, de Supergirl, que foi demitido depois que as reivindicações de assédio sexual foram feitas contra ele.

“Sinto uma mudança e sinto uma mudança no trabalho, no set de filmagens. Estou muito esperançosa porque a PGA acaba de lançar um novo conjunto de regras sobre o assédio sexual e esse é um bom começo na direção certa. Estou feliz de que as conversas sejam mais freqüentes e que a honestidade seja favorecida ao calar essas as pessoas”, disse Benoist quando questionada se ela havia notado alguma mudança em Hollywood.

Quanto à mudança, ela sentiu isso em sua própria vida desde o primeiro deslize em sua capa de Supergirl, há três anos?

“Eu me sinto mais transparente do que nunca. Eu não estou tão preocupada com o fato de dizer ‘amém’ para tudo, algo que eu fiquei presa por muito tempo e agora sinto uma sensação de propriedade do papel e da posição que tenho”.

FONTE: W Magazine