Seja bem-vindo ao Melissa Benoist Brasil, sua primeira, maior e melhor fonte brasileira sobre a atriz Melissa Benoist, mais conhecida por interpretar a Supergirl na serie homônima. Aqui você encontrará informações sobre seus projetos, campanhas e muito mais, além de entrevistas traduzidas e uma galeria repleta de fotos. Navegue no menu acima e divirta-se com todo o nosso conteúdo. Esperamos que goste e volte sempre!
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06.06.2018
postado por Camila e categorizado como Artigos

A estrela de Supergirl fará sua estreia na Broadway dia 7 de junho como Carole King no musical “Beautiful: The Carole King Musical”. Dia 6 de junho, Benoist tomou o palco do teatro Stephen Sondheim para se apresentar para a imprensa como uma prévia do seu papel.

Além do seu papel como Supergirl, Benoist recentemente estrelou na minissérie “Waco” que relata a história real do cerco de 51 dias que se passou em Waco no Texas. Ela se tornou inicialmente conhecida pelo seu papel como Marley Rose na quarta e quinta temporada da série Glee.

Melissa Benoist will appear in Beautiful: The Carole King Musical through August 4.

Melissa fará apresentações limitadas até o dia 4 de agosto, com Chilina Kennedy (atriz que previamente interpretou Carole King) retornando ao papel no final do mês.

Fonte: Theater Mania

16.05.2018
postado por benoistbr e categorizado como Artigos, Entrevistas, Supergirl

No Q&A do Spoiler Room da EW, uma fã questionou sobre o que será do final da terceira temporada e Melissa também respondeu falando um pouco sobre como ela pensa. Confira:

Eu sei temos que esperar, mas há alguma informação sobre o final de Supergirl? Especialmente agora que as outras Worldkillers se foram? – Shana

Só porque duas Worldkillers morreram, isso não significa que Kara possa respirar aliviada. Na verdade, ela pode achar que seus problemas com Worldkillers estão longe de terminar. Quanto ao final, Melissa Benoist diz que o final da temporada será um grande momento de crescimento para a Garota de Aço:

“Com as decisões que ela toma e como as coisas acontecem, ela está apropriando-se de si mesma. Ela está amadurecendo, o que é o que eu sempre quis para ela desde a primeira temporada. Eu queria ver um arco natural de uma garota chegando à feminilidade porque ela era ingênua no começo e só evoluindo sem realmente saber o que ela estava fazendo. Agora eu acho que ela realmente sabe o que faz e ela está lentamente ressaltando seu lugar, onde quer que ela queira estar.”, disse Benoist.

 

O último episódio – 3×23 ‘Supergirl Returns’ – irá ao ar no dia 18 de Junho.

07.05.2018
postado por benoistbr e categorizado como Artigos, Eventos, Melissa

Melissa Benoist, que atualmente é a protagonista da série “Supergirl”, será Carole King no musical ‘Beautiful: The Carole King Musical’ ela começará as apresentações em 7 de junho e terminará em 4 de agosto.

“A música de Carole foi sempre um dos pilares da minha vida familiar, assim como foi para muitas outras pessoas. Será uma honra e um prazer cantar sua música e retratar sua inspiração contagiante para o público todas as noites.”, disse Benoist para o site Vulture.

O musical, com direção de Marc Bruni e coreografia de Josh Prince, está em seu quinto ano no Teatro Stephen Sondheim e também conta com uma turnê nacional dos EUA, além de produções no Japão, Austrália e uma turnê no Reino Unido. O show de West End terminou recentemente.

07.02.2018
postado por milene e categorizado como Artigos, Entrevistas, Supergirl, Waco

A The Laterals Media publicou ontem (06/02) uma entrevista com Melissa onde ela conta sobre sua vida durante e pós Glee, Supergirl, a preparação para sua mais recente personagem, na mini-série Waco como Rachel, onde pela primeira vez, em sua carreira, ela deu vida a uma pessoa que realmente existiu. Entre outros assuntos, fala também sobre sua carreira. Confira a tradução:


Dizer que Melissa Benoist tem uma diversidade é um eufemismo. O rosto familiar de Supergirl e Glee saltou para uma série dramática da Paramount Network. Benoist interpreta Rachel Koresh, a enigmática esposa de David Koresh e a mini-série explora as provações e as lutas do impasse do Ramo Davidiano com o governo federal. A narrativa cativa o público com seu aspecto natural, mas aborda o relacionamento do casal com uma ternura que é, muitas vezes, mal colocada. Melissa Benoist tem uma incomparável gama de competência que não se pode prender.

Houve alguns projetos antes de Glee, mas os seguidores dedicados da série criaram uma excitação por você. Havia aspectos da série que te lembrou sua própria vida quando estava no ensino médio?

Um pouco dessa série refletiu minha experiência no ensino médio. Eu não só me considerava uma adolescente estranha mas eu também vivi basicamente em um estúdio local da Academy of Theatre Arts, onde eu estudei teatro e tínhamos um coral que fazia alguns espetáculos. Todos nós éramos crianças estranhas, mas isso foi o que apreciamos e nos apoiamos uns aos outros – nosso individualismo. Era como uma família então eu definitivamente tive minha própria versão da “sala de coral” evoluindo.

Glee é conhecida por seus fãs dedicados. Você já teve alguns encontros interessantes?

Os fãs de Glee ainda estão incrivelmente dedicados e tive alguns encontros maravilhosos com eles. Eu sempre me surpreendo com algumas pessoas que são Gleeks. Há momentos em que uma pessoa que eu menos espero ser fã – um homem, por exemplo, que estava trocando o óleo do meu carro na mecânica Jiffy Lube – vem até mim e me diz quais eram suas músicas favoritas. Elas também são músicas inesperadas. Como a favorita desse fã, em particular, que era “Diva”, da Beyoncé.

Supergirl leva você ao cobiçado Universo da DC. Você gosta do gênero super-herói e da exigência física que vem com ele?

Eu nunca li histórias em quadrinhos quando era mais nova, mas o que eu aprendi a apreciar sobre o gênero dos super-heróis foi a forma de se esquivar de tudo – quanta esperança eles podem inspirar com seus personagens, suas respectivas histórias passadas, poderes e os dilemas que eles encaram. Você sabe que pode confiar que triunfará de alguma forma contra todas as probabilidades. A extensão da mitologia também é incompreensível. Fisicamente, é muito mais exigente do que eu imaginei que seria e houve um processo de aprendizado para superar quando comecei a série. Era mais como aprendizado de mobilidade na verdade, porque eu tinha que me acostumar a me mover sem parar e usar cada parte do meu corpo para o papel. Aprendi a gostar do aspecto disso. No entanto, hoje me sinto mais forte do que já me senti na vida, por dentro e por fora.

O que você faz (dieta e exercício) para acompanhar os rigores constantes da série?

No começo não fiz nada por conta do tempo que a série me consumia, mas isso mudou rapidamente. Agora eu tento treinar pelo menos quatro vezes por semana, fazendo uma mistura de pilates, ioga, treinamento de circuito e cardio e a meditação também é um componente de cada treino. No que diz respeito à dieta, eu tenho que comer coisas leves ou eu vou ficar mais lenta e não treinaria durante a semana. Isso significa principalmente alimentos crus, veganos, orgânicos e nada excessivamente processados. Eu também tive que reduzir seriamente um dos meus doces favoritos: donuts. Isso foi difícil, mas eu dou uma escapada às vezes. Tudo com moderação!

O sucesso de Wonder Women (Mulher-Maravilha) é prova de que há muito espaço para mulheres no campo dos super-heróis. Você quer trazer a Supergirl para o cinema?

Minha iteração em Supergirl tem sua casa no Universo da TV DC e não sei se ela se encaixa no tom e no molde do universo dos filmes da DC. Isso não significa que eu não gostaria de ver a Supergirl na Liga da Justiça ao lado da Mulher Maravilha. Na verdade, acho que isso seria incrível! Parte da diversão do gênero é que muitas pessoas podem tentar ter sua vez em retratar esses personagens e suas próprias interpretações de várias formas.

Com dois programas de televisão de sucesso em sua carreira, você está em ‘Waco’ da Paramount Network. A mini-série analisa o impasse que durou 51 dias entre o governo federal e o Ramo Davidiano. Como foi sair da alegria das séries como Glee e Supergirl para uma natureza séria e complexa de Waco?

Waco foi novidade para mim, na qual nunca tinha interpretado uma pessoa real e muito menos alguém que viveu e morreu em circunstâncias tão únicas e tão trágicas. Há um peso nisso. Eu me senti como se eu quase tivesse que usar partes diferentes do meu cérebro e coração coletivamente do que normalmente fazia ao abordar um papel, a fim de racionalizar e entender o que Rachel Koresh pode ter sentido ou pensado ser uma seguidora Davidiana. As complexidades desta história eram muito intrincadas e todo o elenco conversava todos os dias sobre a natureza da história que contávamos.

Tanto você quanto Talyor Kitsch acrescentam um pouco de suspense e intriga ao impasse. Como você se preparou para o papel?

Procurei por tudo o que eu pude encontrar em primeira mão e fotos da Rachel e examinava. Não havia muito o que encontrar sobre ela e ela ainda é muito misteriosa para mim, então havia um monte de lacunas para preencher. Eu também li os livros de David Thibodeau e Gary Noesner e assisti aos documentários sobre o cerco.

A partir da cobertura de notícias em profundidade do impasse, a relação entre David e Rachel Koresh parecia fascinante e autêntica. Ela era uma esposa e mãe muito devota. Quão importante foi para você contar essa narrativa através do seu retrato de Rachel?

Cada relação que existia dentro das paredes do Monte Carmelo era importante, e todo o elenco sentiu a necessidade de retratá-los com respeito e integridade. O relacionamento de David e Rachel é fascinante na forma como parecia ser, uma equipe que juntos lideravam o Monte Carmelo. Ela tinha um certo poder lá, porque ela era sua primeira esposa, teve seu primeiro filho e ela pode ter sido uma das poucas mulheres que David realmente ouvia quando se tratava do bem-estar das mulheres e crianças. A vida que ela liderou como uma Davidiana era tudo o que ela conhecia e eu encontrei uma força silenciosa nela.

Por conta da natureza emocional e poderosa dessa polêmica controvérsia, há cenas, em especial, que são difíceis de filmar?

Todo o cerco era difícil de gravar, simplesmente porque a forma como todos nós sabíamos que iria acabar parecia mais perto cada vez mais quando estávamos em cada cena. De longe a cena mais difícil que tive que filmar foi durante o incêndio no último dia do cerco. Essa é uma experiência emocional que nunca sairá de mim.

O abuso e a negligência do governo federal em Waco foram atraentes em seu tempo. Você sente que existem alguns abusos de poder semelhantes atualmente?

Tenho certeza de que o abuso de poder no governo é algo constante, então eu não traria isso para um momento em específico, mas nossa administração atual parece exceder a quantidade de corrupção que estamos acostumados a ver como público. Em termos de semelhanças com Waco, a falta de visibilidade de tudo é bastante pungente para a atmosfera de hoje, bem como as comunicações erradas entre a população e as autoridades (ou a recusa completa em reconhecer os fatos) e essa divisão do que você acredita. Em 1993 e hoje há também uma exposição clara do governo obsessivo com a imagem do público através da mídia.

Depois de filmar Waco no Novo México, há alguma comida típica do local que você sente falta?

Existe uma incomparável ‘Sopa de Amor’ em um restaurante chamado Sazón, em Santa Fé, que eu amei. Outro ótimo local em que eu ia foi um “Da Fazenda para a Mesa” chamado Radish and Rye – eles têm um Whisky fantástico e um jardim incrível. Geralmente a comida mexicana em Santa Fé era deliciosa e eu sinto falta disso!

Supergirl parece esgotada fisicamente enquanto em Waco parece estar mentalmente e espiritualmente esgotado. Quais são as coisas você costuma fazer para relaxar após um longo dia de filmagem?

Ler é a minha maneira preferida de relaxar. Depois de trazer fisicamente uma história à vida em um palco ou um conjunto, sair de um mundo diferente onde eu simplesmente relaxar na minha imaginação, é um alívio. Nada também está fora dos limites. Eu leio qualquer coisa. Os banhos também são excelentes. Eu também adoro ouvir música clássica ou jazz depois de um longo dia – meus favoritos agora são a 6º Sinfonia de Beethoven, a Pastoral, os Concertos Brandenburg de Bach, Dave Brubeck e Charles Mingus.

Depois de mostrar seu alcance com uma característica dramática como em Waco, quais são alguns projetos que você gostaria de enfrentar?

Tenho sempre um certo carinho sobre voltar aos palcos. Eu com certeza adoraria fazer uma peça de Arthur Miller, Tennessee Williams ou Shakespeare, são meus favoritos. Sou também uma grande amante ou Chekov – isso seria um sonho.

05.02.2018
postado por milene e categorizado como Artigos, Entrevistas, Waco

Waco é mais do que apenas uma cidade no centro do Texas. É a palavra, o lugar e tudo aquilo que Waco representa e também um marco de um fervor religioso e erro governamental no lado sórdido da imaginação americana e muitas vezes ignorado. É sinônimo de David Koresh, o profeta autoproclamado que viveu nas margens da cidade, o culto religioso que ele liderou e o cerco militar que deixou mais de 75 de seus seguidores mortos.

Waco também é o nome de uma nova minissérie de TV da Paramount Network. O série tem Taylor Kitsch como David Koresh, que tem uma luta com o agente do FBI, Gary Noesner, interpretado por Michael Shannon. Em apenas seis episódios, a série tenta contar as histórias daqueles que estão do lado de dentro e de fora do complexo, muitas vezes buscando humanizar os intérpretes de que ambos os lados do conflito não há, obviamente, pessoas “boas” e “más”.

O papel de Koresh como Kitsch é desempenhado com um notável carisma e às vezes retratado com uma simpatia transparente que negligencia ou minimiza o abuso causado em seus seguidores, o que, de acordo com testemunhos dos sobreviventes, variou de espancamentos a crimes de estupros. Cabe então, as mulheres de Waco, Melissa Benoist e Andrea Riseborough, como as duas de suas “esposas”, para mostrar as exigências diárias da vida em um culto.

Seus personagens muitas vezes se encontram presas entre a devoção fugaz e as emoções que são simultaneamente provocadas e procuram suprimi-las. Rachel Koresh, de Benoist, por exemplo, é uma forte devota de seu marido e seus ensinamentos, mas, no entanto, deixa transparecer o ciúmes ao confiar em outras mulheres. Judy Schneider, de Riseborough, é mais relutante em suas crenças, mas ainda está, em algum ponto, disposta a desistir de seu casamento pré-existente e a ter um filho com seu profeta.

É uma grande sequência para seis episódios, não apenas para reviver a humanidade dessas mulheres fora de seus equivocados status como “membros do cultos”, mas também incorporar suas psicologias, contradições e sonhos. Quando pergunto se elas gostariam de mais tempo na série para explorar suas personagens, Riseborough respondeu rapidamente: “Sim, quer dizer, bem-vindo em ser uma mulher!”

Houve algo, em particular, que vocês queriam trazer para a versão televisiva de Waco?

Benoist: Pelas mulheres serem a maioria (entre as pessoas do complexo) e por causa das circunstâncias em que viviam – no meio do nada nas planícies do Texas, sem água potável e condições de vida muito escassas – essas mulheres eram extremamente fortes. Em termos sobre Rachel, em especial, ela nunca tinha vivido no “mundo externo”. Ela foi uma Davidiana a vida toda. Então, esse foi um ponto de partida para eu racionalizar sua perspectiva das coisas.

Riseborough: O que incrível foi ter acesso às filmagens das pessoas que estávamos tentando não só refletir, mas honrar, porque eram pessoas reais – elas tinham famílias e vidas. Tivemos que ver exatamente como elas gesticulavam e falavam. Mesmo que as últimas gravações originais das fitas possam ser acessadas por qualquer pessoa no YouTube (elas são de domínio público), elas são onde eles realmente estão lutando por suas vidas. Todos os Davidianos estão dando testemunhos sobre o quanto eles acreditam em sua comunidade e o que de estranho estava circulando na mídia sobre o que está acontecia dentro do complexo, eles queriam expor a verdade. E mesmo que estivessem em uma situação muito tensa nesse ponto, você entende realmente o que eles são como uma comunidade. Todos tinham vidas tão diferentes, não é?

Uma das coisas realmente decepcionantes sobre ter aberto essa conversa sobre as mulheres de Waco – as mulheres que estavam no complexo do Ramo Davidiano – e que me perguntaram mais de uma vez no tapete vermelho da estréia foi: “Então você interpreta uma das esposas?” O que é tão insultante! Para eles! Quero dizer, Judy Schneider Koresh foi a matriarca da comunidade – essa é a minha personagem – e com Rachel, personagem da Melissa, seguraram as pontas juntas até o fim. Sem essas duas mulheres eu não tenho certeza de que, mesmo se as pessoas que sobreviveram teriam sobrevivido. É trágico quantas pessoas morreram. É incrível que alguém tenha sobrevivido, de verdade, dado o que o FBI fez com eles.

Eu li coisas sobre David Koresh bater em muitos membros da comunidade e os tratando muito mal, algo que, obviamente, se difere do David na série.

Riseborough: Trabalhamos com David Thibodeau, que escreveu um livro sobre Waco, no qual a série se baseia. Ele é um dos nove sobreviventes. Ele estava conosco no set todos os dias, o que era um luxo, como foi com Gary Noesner (o ex-negociador do FBI), então Michael estava em contato com ele o tempo todo. Nós realmente tivemos a mesma perspectiva de Thibodeau e ele estava muito encantado com David.

Objetivamente, a situação havia relações horrivelmente disfuncionais, principalmente na questão sexual – relacionamentos profundamente disfuncionais, que eram inadequadas e abusivas. Pelo lado de dentro, essa é uma reação muito humana para se referir a uma personalidade tão forte e dominante, não é? É essa reação de admirá-los ao invés de colocar (as pessoas) contra eles, entende o que estou tentando dizer?

Benoist: Sei exatamente o que está dizendo e eu acho que você está certa.

Você acha que as mulheres na série têm espaço suficiente para contar suas próprias histórias ou afirmar suas próprias individualidades fora do que David estava forçando nelas?

Riseborough: Eu não me senti assim. Falo por mim.

Benoist: Não.

Riseborough: Eu entrei muito nela com esperança de dar, mais do que poderia dar de mim, sobre uma melhor condição feminina do Ramo Davidiano. Mas acho que as mulheres envolvidas, fizeram tudo o que puderam. Haviam tantos elementos para a história que estávamos contando, porque eram de muitos ângulos diferentes também. Não se tratava apenas da situação davidiana, nem da “bagunça” de David. Foi um monte de outros desastres acontecendo ao mesmo tempo. Havia pouco tempo para entrar em conversas realmente fartas sobre o que era ser uma mulher Davidiana. Tal como ambas dormimos com o mesmo homem… Alguma vez houve esse tipo de conversa? Eu sinto que nos dirigimos a ele, mas porque é uma conversa longa e há tanto para se contar que não entramos a fundo nisso, o que teria sido interessante.

Benoist: Eu senti o mesmo. Mesmo no sentido de que as mulheres estavam muito mais envolvidas no cerco e uma parte do propósito do que Andrea está falando, sobre como tínhamos tanto material para mostrar. Kathy Schroeder registrou muito minutos a mais do que o que conseguimos retratar no telefone com o FBI. Eu acho que eles estavam mais envolvidos e tinham mais poder do que podíamos aprofundar.

Riseborough: Como uma mulher também, quando girando ou não em direção a um projeto, você fica em cima do muro, você precisa tomar a decisão se você quer realmente fazer o melhor trabalho de representar essas pessoas que realmente sofreram, fazer parte de isso e se mostrar o lado feminino, mesmo que talvez não seja uma mensagem tão forte como você gostaria que fosse da perspectiva feminina ou se você simplesmente se exclui inteiramente. No set com as mulheres, estávamos muito envolvidas. Mesmo que você não nos veja muito (risos).

Annika Marks é um exemplo perfeito disso, que interpretou Kathy. Sua personagem foi extremamente influente com as negociações com o FBI e os Davidianos, mas não é trazida para o roteiro. Estávamos no set, dia após dia, experimentando a sensação do que é interpretar um estepe para um egomaníaco. Nós realmente vivemos isso – Taylor fez um bom trabalho ao desempenhar um egomaníaco. [risos]

De acordo. Eu reconheço que minha pergunta foi um pouco difícil de responder, porque, especialmente devido às conversas que estamos tendo sobre a indústria do entretenimento no momento, você está quase que presa a representar “mulheres” nesta situação ferrada. Há muita política dentro disso. Dito isso, eu estava pensando, o que você sente sobre o personagem de Koresh sendo retratado com tanta simpatia? Nós já abordamos um pouco sobre isso mas eu queria perguntar mais diretamente.

Benoist: O que é difícil é que, ao finalizar a filmagem, todos tivemos muita simpatia pelos Davidianos como um todo. Fiquei dilacerada me colocando no lugar deles e pelo o que passaram. Isso é difícil mas sempre houve, em todas as conversas que tivemos, “Bom, sim, mas ele estava fazendo isso e aquilo.” E ele estava dormindo com todas as mulheres e ele tinha quantos filhos.

Riseborough: Você coloca alguém como Taylor Kitsch, que tem grandes trabalhos que muitas pessoas têm acesso e ele tem grande apoio de fãs, imediatamente as pessoas vão adorar alguém como ele desempenhando esse papel. Pessoalmente, penso que se você assistir a alguém assim e vê suas ações, independentemente de como ele está interpretando isso simpaticamente, você ficaria um pouco desprovido moralmente e pensaria: “Céus, ele está fazendo um excelente trabalho aqui”. (Risos)

Benoist: Eu acho que isso está enraizado. As partes estranhas estão lá, independente de como ele interpreta elas.

Riseborough: Foi uma situação loucamente disfuncional, que houve abusos. Está tudo dentro do contexto, e essa é a minha opinião. É realmente importante tentar vê-lo de todas perspectivas para compreendê-lo e se unir, ao invés de julgas à distância. Taylor fez um bom trabalho para tornar o papel empático. Ele realmente tentou olhar para a perspectiva de David e tenho certeza de que não era um excelente lugar para estar durante três meses. Não era um ótimo espaço para nenhum de nós estar.

Como mulher, em qualquer filme ou qualquer série, fazemos a maioria das partes emotivas. Quando as mulheres estão queimando e sufocadas até a morte, tentando acalmar as crianças inquietas, esse é um trabalho realmente difícil. Eu dei tudo de mim para apelar para estes recursos, a cada dia pensando: “Eu estou contando esta história para um propósito maior.” Relembramos as mortes de todas as mulheres e crianças sufocadas no subsolo e depois queimando até a morte. Foi horrível. Nós tínhamos filhos no set e foi difícil para todos: é apenas a realidade do que eles passaram e quão mal o FBI também se comportou. Foi chocante. Se você realmente olhar para isso, tenha um pouco de conhecimento – leia por cinco minutos e perceba: certo, isso se tornou um grande bastão político sendo passado de um lado para o outro. A situação de David Koresh se tornou uma ferramenta de negociação e, infelizmente, um homem foi o vilão que se comportava de forma terrível. Mas não só ele foi detido, dezenas de pessoas morreram por causa de como o FBI o tratou e por causa de como o Clintons o tratou.

Benoist: Dito isto, você tem que ser empático com todos eles. A história que estamos tentando dizer é que, humanizando e mostrando ele justificando todas as suas ações, quaisquer que fossem os motivos por mais egocêntrico que fosse, ele era um humano e nenhum deles mereciam morrer no incêndio.

Fonte: Interview Magazine